See now, buy now, pay when? – Veja agora, compre agora, pague quando?

Essa seria a conta perfeita.

Ah, ser-I-A.

A era imediatista em que vivemos criou uma ansiedade do aqui e agora.

Quem nunca passou uma mensagem por whatssap para um amigo, viu que o mesmo havia lido… e ficou pensando horas com angústia porque será que ele não havia respondido?

Ou mesmo um e-mail de trabalho, que demora para chegar a resposta?

A cabeça vai à mil, você pensa em tudo, tudo que é bom, tudo que é ruim. Depois tudo que é ruim novamente… e depois tudo que é ruim novamente…. Até que a resposta chega e…UUUFA, nada a ver com aquilo tudo que tinha te causado úlcera péptica nas últimas seis horas. Aí você sorri e responde com uma carinha feliz.

Bem coisa de mulherzinha, né? Tá bem, eu sou assim! Confessei e pronto.

Na moda a coisa estava sendo um pouco diferente. Quando a peça ia para a passarela, ela ia simultaneamente pelas redes sociais para o outro lado do mundo… e aquela peça “Burberry” que havia sido desenhada milimetricamente, estudada dentro de um contexto de uma coleção, com um tecido nobre e um corte mais que impecável, por um estilista considerado um gênio, estaria na fast Fashion em 15 dias, disponível para você passar seu cartão. Enquanto a marca esperaria de 4 a 6 meses para produzir a coleção e enviá-la para suas lojas.

Além disso, o consumidor queria comprar na hora pois o desejo de compra estava presente ali em sua cabeça. Em tempos de crise, parece ser uma opção para alavancar vendas, não é?

Enquanto uma turma apóia e já começa a aderir a essa estratégia, outros mostram-se um pouco avessos. Grupo do Sim e Grupo do Não… mas ainda não se sabe quem é do sim ou do não. Se vai dar certo? Poderíamos perguntar à Nostradamus, mas acho que não vai dar mais tempo. A Fashion Week de Paris não simpatizou com a idéia e estilistas como Chanel e Dior também não. Alegam que a qualidade do produto pode cair e que não existe tempo de fazer um bom trabalho com jornalistas e imprensa.

Para explicar melhor para vocês como funciona a moda, resolvi passar o meu dia em um dos maiores showrooms do Brasil e, na minha opinião, um dos mais bonitos e bem organizados, o Contemporâneo.

É lá que ficam algumas das marcas que não são de SP ou aquelas que são mas que fornecem suas peças para as lojas multimarcas.

Este tipo de loja você já deve conhecer, é aquela que vende várias marcas diversas, compondo um mix deprodutos com curadoria especial. Na minha opinião, um grande tesouro pois você consegue conhecer marcas diferentes e sai do look book. Estimula sua criatividade e acrescenta informação.

Estas lojas fazem seus pedidos antes, montando uma coleção estudada, com marcas e estampas que casam entre si, cores que poderão ser mescladas e modelos que vão atender aos mais diversos shapes e faixa etária, de acordo com cada perfil.

No showroom, a dona desta loja consegue encomendar várias peças de várias marcas e criar um namoro em suas araras, que vai atender ao seu público específico.

Tivemos um café-da-manhã com a Paola de Orleans e Bragança, a Princesa do Brasil. Sabiam que a gente ainda tem princesa?

Hoje a marca mineira Gig reuniu suas clientes para um café-da-manhã em torno da Paola que não se importou com a chuva e manteve a maior classe do mundo. Não à toa que tenha este título.

Paola é linda e chic de viver! Fez fotos pra gente na chuva e continuou com um sorrisão no rosto! Coisas que normalmente não acontecem no mundo da moda.

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As fotos ficaram um pouco escuras porque o dia estava bem nublado e chuvoso.

A marca não entrou na semana de moda desta vez e optou em aproveitar para mostrar sua coleção de uma maneira mais intimista e sofisticada. As peças da Gig são de altíssimo luxo e levam cerca de 6 horas (mínimo ) cada uma para serem tecidas.

Gina criou lindas peças, muitas delas com lurex na composição, que trazem muito glamour. A modelagem dos vestidos é impecável, alguns com mangas levemente bufantes, uma releitura de anos 80 nas ombreirinhas bem disfarçadas, apenas para dar um shape nas peças.

Super feminina, a marca ainda traz uma coleção de basics ( but not so basic) que podem ser coordenados com toda a coleção e com peças que já existem dentro de nossos guarda-roupas como cardigãs abertos lisos e ótimas track pants de tricot, que são aquelas calças de amarrar na cintura.

Além da GIG, outras marcas bacanas como Modem Studio, do querido André Boffano, com suas peças assimétricas bem cortadas.


Por Cris Galotti

A Cris é membro do AICI, Consultora de Estilo & Personal Shopper e está cobrindo o SPFW aqui para o site. Sigam ela no Instagram @crisgalotticonsultoria