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Aniversário de 1 aninho da Manu, filha da Karina

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A Manu é filha da Karina Sato, irmã e empresária da Sabrina. Ela completou um aninho esta semana e aproveitamos pra bater um papo com a Karina sobre equilibrar trabalho, maternidade e a vida nos dias de hoje.

Nós mulheres nos cobramos muito, agora que conquistamos um lugar legal no mercado de trabalho não queremos perder isso de jeito nenhum, mas a maternidade exige um equilíbrio fenomenal. É muito difícil conciliar e a gente sempre acha que está pecando em algum lado, no trabalho ou em casa.

O segredo é tentar tornar a vida prática. Para cantar o parabéns em casa com a família a Ká organizou um bolinho e uma mesa de doces com a Petit Pra Ti – uma empresa que vende kits prontos para a festinha. Você escolhe o tema, eles mandam tudo e só precisa montar. Fácil, prático e bem feito. E aí sobre tempo pra curtir com os pequenos que é o que importa no fim das contas.

E isso deve seguir para o dia a dia. Na rotina da Ká ela dá um jeito de facilitar o dia a dia com os horários das crianças. Ela deixa o Felipinho na escola à caminho do trabalho, volta pra buscar e organiza as reuniões de acordo com as atividades dele e da Manu, pra poder estar sempre por perto. Pra quem não sabe, a Ká não dirige, com o transito de São Paulo ela ganha tempo trabalhando do carro. Isso é uma dica boa, abrir mão do carro para usar outro serviço de transporte faz a ganhar muito tempo!

Mulheres Empreendedoras: Fabi Saad

Foi durante um almoço super descontraído nosso papo com a Fabi Saad, a primeira entrevistada do site da Sabrina sobre Empoderamento Feminino. A Fabi tem uma trajetória legal com empreendedorismo e é daquelas mulheres que fazem mil coisas ao mesmo tempo. Ela trabalha com mídia digital, comanda um projeto de decoração on line, é diretora da Fiesp, fez parte de um projeto do novo prefeito de São Paulo, João Dória, o Lide Futuro com a bandeira Mulheres, ajudou a fundar a ONG Arcah – Associação de Resgate à Cidadania por Amor à Humanidade e está escrevendo seu segundo livro sobre empreendedorismo feminino, agora com foco em Mulheres que empreendem no Terceiro Setor.

Conta um pouco sobre a sua trajetória com o empreendedorismo.

Desde pequena as minhas aspirações sempre foram as business women e nunca modelos ou atrizes. Meu sonho sempre foi me tornar uma mulher de negocios bem sucedida e tinha muita curiosidade em conversar com mulheres que julgava como tais. Sempre que podia, tomava um café ou agendava uma reunião com empresárias para perguntar o que eu poderia fazer para conseguir algum dia conquistar algo, com meu trabalho e esforço.

Como você começou a se envolver com a causa e chegou a Fiesp? 

Comecei a frequentar eventos de empreendedorismo e empoderamento feminino e a cada dia a ler mais sobre o tema. Um dia mandei um email para a Fiesp me disponibilizando para montar um time de mulheres empreendedoras do CJE. Responderam meu email, fui lá e desde então faço parte do time. Quando fui morar em Londres “entreguei” meu time de mulheres para a minha amiga maravilhosa Ana Fontes da Rede Mulher Empreendedora. Hoje ainda sou diretora do CJE/Fiesp mas confesso que não tenho estado presente o quanto gostaria.

Ainda existe muito preconceito com mulheres no comando. Quais dicas você daria para as mulheres que querem empreender dentro das grandes empresas? 
O preconceito é inquestionável e fica claro quando analisamos fatos e números comparando os gêneros. Quando escrevi meu primeiro livro tive uma oportunidade maravilhosa que foi conversar muito com algumas mulheres que hoje conquistaram cargos respeitáveis em empresas muito masculinas. As historias variavam mas os comentários que se repetiam eram os mesmos – trabalhar sério, focar em resultados, não se preocupar com besteiras e sim em gerar caixa para a empresa.

Como você era quando criança? Normalmente as historias inspiradoras de empreendedorismo começaram lá atrás, brincando de lojinha ao invés de boneca. Com você também foi assim?

Sempre fui muito levada, era boa aluna em termos de notas mas falava demais e fazia palhaçada então sempre me mandavam para a diretoria kkkk
Gostava muito de esportes, era do time de volei, futebol e nunca dei muita bola para roupas e maquiagem. Por incrivel que parece meu primeiro trabalho foi na Daslu. Era dasluzete e tinha que usar maquiagem todos os dias e ir de salto e cabelo escovado. Não durou muito minha experiencia lá,  embora em termos sociologicos foi muito rica.

E quais dicas você daria para as mães de meninas que querem que suas filhas tenham as mesmas oportunidades que os meninos? 

Não existe formula de sucesso e nem sempre quem foi um bom aluno se torna um bom profissional. O mercado de trabalho no entanto se resume a uma boa escolaridade, boas referências, bons resultados, respeito e ética. Portanto é muito relativo, porem o que é fato é que uma boa escola e faculdade e estudar linguas é importante para o CV. Buscar ler e estar atualizada com o que se passa no mundo tambem é importante. Para você entender o cenário atual, é necessário saber o que está acontecendo no mundo.

Já conversamos sobre as dificuldades de administrar filhos e o trabalho, muitas mulheres adiam a maternidade por medo e insegurança. Como você lida com isso? 

Eu ainda não tenho filhos e confesso que tenho medo que atrapalhe a minha carreira. Ao mesmo tempo não quero deixar de ter filhos, portanto terei que conciliar os dois. Quando chegar lá te conto como foi hahahaha

As mulheres que precisam empreender se questionam menos, já que não tem opção. Já as mulheres que empreendem por opção tendem a colocar mil obstáculos antes de começar. Alguma dica para superar o medo de começar? 

Quando comecei a me envolver no mercado de empreendedorismo e startups tinha um mindset muito diferente do que tenho hoje. Hoje vejo que empreender não é para todas e nem todos. O Brasil é um país cruel para o empreendedor e de 10 startups que nascem apenas 1 sobrevive. Nao gosto do discurso que o empreendedor dará certo e só depende dele mesmo para atingir a estabilidade economica. Para uma empresa gerar frutos existem milhares de componentes que pesam, além claro, do empreendedor se dedicar de corpo e alma. Porem apenas dedicação e esforço não são suficientes; se o pais está passando por um período de crise e o mercado especifico da empresa estiver em recessão. Se o modelo de negócios não estiver redondo tambem não adianta o empreendedor trabalhar noite e dia, pois nunca chegará ao break even. Gosto de motivar pessoas que tem o perfil de trabalhar muito a empreenderem, desde que o mercado seja promissor e o modelo de negócios factível.

Não sou a favor de quem motiva a pessoas a todo custo a empreender. Esta geração que motiva o empreendedorismo a todo custo esquece o detalhe que algumas pessoas não nasceram para trabalhar loucamente. Nasceram com outros dons que estes sim devem ser explorados. Uma mulher que sempre sonhou em se tornar uma house wife e mãe não tem obrigação de empreender. Aliás, é melhor que não empreenda, para evitar stress, infelicidade e perda de capital. O empreendedor tem que ter prazer e ser feliz no seu trabalho, senão nunca terá resultados. Passamos muito mais tempo trabalhando do que em casa com nossas familias ou amigos e portanto, precisa ser prazeroso. Claro que não existe um trabalho onde estamos felizes 24/7 pois os problemas surgem e temos que ter serenidade e estrutura para resolver os mesmos da melhor maneira possível. Empreender meia boca não existe. Para um business dar certo exige dedicação de verdade, muitas horas de trabalho, foco e determinação. É preciso estar preparado para lidar com milhares de problemas, errar, cair, se levantar e seguir adiante. Nos EUA o discurso mais frequente em escolhas de empreendedorismo é que o bom empreendedor já falhou não 1, nem 2, mas 3 vezes antes de conseguir gerar um business financeiramente sustentável.

Quais os setores onde as mulheres empreendedoras tem mais oportunidades no Brasil agora? 

Estamos enfrentando um período difícil economicamente e muitos bons profissionais perderam o seu trabalho e não estão conseguindo se recolocar.  Quanto ao mercado que hoje oferece mais oportunidade  é dificil dizer em números absolutos pois depende muito do perfil da mulher, de sua aptidão, seus objetivos.

Você atua em várias frentes e parece fazer mil coisas ao mesmo tempo. Conta pra gente como é seu dia a dia? 

Acordo cedo e foco no meu trabalho.  Organização é tudo. Saber escolher e priorizar o que é importante de verdade faz uma grande diferença no dia a dia. O que é urgente nem sempre é o mais importante, e portanto tento focar no que é importante e primordial para os meus negócios andarem paralelamente.

Todo mundo tem um #guiltypleasure (coisas meio fúteis que fazemos pra desestressar). Qual é o seu? 

Musica! Amo shows de rock, musica eletrônica! Se pudesse acompanharia todos os world tours do Metallica!

Emoji favorito:  

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Empoderamento Feminino

Vamos falar sobre Empoderamento Feminino? A Sabrina é um ícone de empoderamento feminino e queremos usar esse lado inspirador da Sabrina mulher pra falar sobre um tema que é super atual e recorrente.

As mulheres nunca tiveram tanto espaço no mercado de trabalho e na sociedade, mas ainda estamos longe do cenário ideal. As mulheres ainda ganham 30% a menos que os homens, elas praticamente não ocupam altos cargos nas grandes empresas, muitas param de trabalhar quando engravidam e a grande maioria não acredita no seu potencial como uma grande profissional e empreendedora.

Para começar a mudar esse cenário, a ONU lançou um programa de empoderamento feminino. É uma iniciativa da ONU Mulheres – Entidade da Nações Unidas para a Igualdade de Gênero e o Empoderamento das Mulheres, que tem como principal objetivo acabar com as diferenças de gênero no mercado de trabalho e consequentemente na sociedade. Foi criada uma cartilha com sete Princípios de Empoderamento das Mulheres que é super inspiradora. Se cada um de nós fizer a nossa parte, vamos conseguir mudar esse cenário.

Esse são os sete princípios de empoderamento feminino da ONU:

1. Estabelecer liderança corporativa sensível à igualdade de gênero, no mais alto nível.

2. Tratar todas as mulheres e homens de forma justa no trabalho, respeitando e apoiando os direitos humanos e a não-discriminação.

3. Garantir a saúde, segurança e bem-estar de todas as mulheres e homens que trabalham na empresa.

4. Promover educação, capacitação e desenvolvimento profissional para as mulheres.

5. Apoiar empreendedorismo de mulheres e promover políticas de empoderamento das mulheres através das cadeias de suprimentos e marketing.

6. Promover a igualdade de gênero através de iniciativas voltadas à comunidade e ao ativismo social.

7. Medir, documentar e publicar os progressos da empresa na promoção da igualdade de gênero.

Saiba mais no site ONU Mulheres e acompanhe por aqui mais posts e matérias sobre isso!