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Beirute, Líbano. A Paris do Oriente Médio

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A viagem da Sabrina para o Líbano teve um gostinho especial. A Sá até fez uma homenagem no Instagram com a legenda SS Rahal, dando destaque para o sobrenome do pai, que é filho de libaneses. Acho que a volta as raízes fortaleceu o sentido de origem de toda a família. A gente contou um pouco sobre os preparativos da viagem nesse post aqui. 

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O Brasil recebeu muitos libaneses, que principalmente em São Paulo contribuíram muito pra economia e política do país e da cidade. Libaneses tem uma natureza de negociantes, são super fortes no comércio e na culinária. Comida libanesa é uma delícia, todo mundo ama! Beirute, a capital do Líbano sempre foi conhecida como “A Paris do Oriente Médio”, uma cidade super charmosa, cosmopolita, com restaurantes e loja incríveis e uma cultura super ocidentalizada. A classe média alta libanesa normalmente fala três línguas; inglês, francês e árabe. O povo é super festivo e os homens dançam suuuuuper bem e são muito charmosos mulherada!

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Clique aqui para ver o ensaio exclusivo que a Sabrina fez no Líbano pela super fotografa Pedrita Junckes

As mulheres tem um papel super forte na família, são elas que mandam e prezam muito pelo casamento e união da família, mas nada muito forçado, é tudo light. Diferente da impressão que um país do Oriente Médio pode causar, a mulher libanesa tem total liberdade na forma de se vestir, na escolha do trabalho e pode sair e se divertir sozinha sem nenhum tipo de restrição como acontece em países vizinhos. Os libaneses de Beirute não são nada caretas, respeitam a individualidade e a liberdade de cada um. Mas é engraçado que os papeis do homem e da mulher são super bem definidos. A mulher tem poder, mas é um poder super feminino. Para o mundo super ocidentalizado, algumas coisas podem ser interpretadas como machismo e submissão, mas no dia a dia não funciona assim.

O consul do Líbano no Brasil, o Kabalan Frangieh, foi quem arquitetou a viagem a da Sá para conhecer o país. Ele deu uma entrevista exclusiva para o site pra vocês conhecerem melhor a cultura do país. Confira abaixo!

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Como é o trabalho de um Cônsul?

O Cônsul Geral do Líbano em São Paulo, é representante de 6 estados brasileiros (São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Mato Grosso, Mato Grosso do sul e Rondônia) e suas respectivas comunidades, sendo um de seus principais objetivos trabalhar pelos interesses dessa coletividade. Em geral, o trabalho do Cônsul Geral considera aumentar as relações entre autoridades no Líbano e Brasil, aproximar a população em diferentes campos de atuação, promover a imagem do país e aumentar as negociações bilaterais.

Desde quando ocupa o cargo?

Desde Julho de 2012.

Algum projeto que queira dar destaque na matéria?

Venho trabalhando para promover o turismo, vinho libanês, cerveja e etc. Tentando também manter a comunidade libanesa unida e refletir para essa coletividade a importância que exercem na história da cidade de São Paulo.

Como foi o primeiro contato com a Sabrina?

Fui apresentado a Sabrina Sato através do empresário Miled El Khoury, devido a sua descendência libanesa, mas já havia ouvido falar muito sobre ela e todos gostam dela.

Qual foi o principal objetivo da viagem?

Nós queríamos que a Sabrina fosse ao Líbano para trazer essa paixão que sabíamos certamente que ela teria com o intuito de fazer as pessoas enxergarem o país através de seu olhar e divulgar o verdadeiro Líbano para o Brasil mostrando suas novas tendências, tais como: projetos, gastronomia e indústrias e destacar também a importância do país em design mundial.

O que você gostaria que os leitores do site da Sabrina soubessem sobre o Líbano?

Existem muitos tópicos a serem mencionados desse país tão maravilhoso, entre eles o estilo de vida do cidadão libanês, a modernidade do país, liberdade de expressão, além de possuir mais de 7000 anos de história que proporciona para o turista e residentes lugares de extrema cultura e arte a serem apreciados, uma natureza diversificada sendo possível fazer tudo que deseja em 5 dias, como festejar, nadar, esquiar e aprender sobre muitas civilizações.

Você acha Beirute parecida com São Paulo?

Há mais libaneses e descendentes em São Paulo comparado a Beirute, então com certeza o espirito de similaridade é notável.

E como um Libanês vê o povo brasileiro?

Os brasileiros possuem grandes qualidades, ressaltando em minha opinião a sua receptividade, energia positiva e por serem extremamente calorosos.

Alguma dica de como podemos entrar em contato com a cultura libanesa?

A melhor dica que posso dar é que assistam o programa da Sabrina Sato.

Então já sabem né pessoal? Para saber mais sobre o Líbano e ver as matérias especiais que a Sabrina gravou por lá, liga na Record aos sábados as 20h30.

E agora uma carta super especial da Sabrina a todos os envolvidos nessa viagem que entrou pra história:

Poucas coisas nesta vida são melhores do que realizar sonhos. E posso dizer pra todo mundo:

Meu sonho se realizou!Conheci minhas raízes libanesas!

E o melhor de tudo, pude compartilhar esse momento único em minha vida juntamente com aquele que pôs em minhas veias o sangue libanês: meu pai.

E que viagem foi essa? Que país maravilhoso!

Desde pequena ouvia falar na “Suiça do Oriente” como um país eternamente ameaçado por guerras, onde os perigos eram inúmeros. Ledo engano! Hoje descobri que o Líbano é um deslumbrante, lindo e seguro país que precisa ser descoberto pelos brasileiros. Principalmente pelos milhões que tem descendência libanesa.

E não são poucos os agradecimentos que tenho que fazer a todos que ajudaram a tornar possível esse sonho.

Muito obrigada a @Idesocial do Ministério das Relações Exteriores do Líbano e ao senhor @kabalan , cônsul libanês no Brasil. Vocês foram impecáveis em tudo.

Obrigada também ao Ministério do Turismo que desde a chegada nos acolheu e nos fez entender o significado do @livelovelebanon com toda sua hospitalidade.

E por falar em hospitalidade, ninguém melhor que toda a equipe do @royaltulipachrafie que nos fez sentir em casa com tanta cordialidade e atenção comigo, minha família e minha equipe. Um conselho: vem pro Líbano, fique hospedado lá!

E como deixar de agradecer ao meu querido amigo Miled e a @sawaryjeans, que estiveram ao nosso lado o tempo inteiro, nos acolhendo de uma forma que só o povo libanês sabe fazer.

E como pra ir e voltar tem que ser da forma mais segura e confortável possível, escolhemos a @turkishairlines como a nossa companhia de viagem. E o melhor, levando em mãos nosso seguro de viagem @assistcard . Tem como viajar mais tranquila?

E quero aqui também homenagear ao grande escritor, historiador e nosso professor particular de assuntos relacionados ao Líbano, Roberto Khatlab. Obrigado pelas aulas diárias e por nos mostrar a verdadeira história do Líbano e nos ajudar a desvendar tantos mistérios desse belo país.

E por último, mas não menos importantes, quero agradecer a toda a equipe do Programa da Sabrina, que não mediu esforços para trazer matérias que com certeza, todos vão amar.

Chúcran amigos e parceiros!

Sabrina Sato Rahal

O Líbano por Guga Chacra

Já que a pauta dessa semana é o Líbano enquanto a Sabrina está por lá gravando para o Programa da Sabrina e tirando umas fotos incríveis que a gente postou aqui, batemos um papo com o Guga Chacra, jornalista e correspondente internacional da Globo News que entende tudo sobre o oriente médio e também tem origem libanesa como a Sabrina.

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fotos: @SabrinaReal

Pode falar um pouco sobre a comunidade libanesa no Brasil? 

A comunidade libanesa no Brasil pode se dividir, primeiro, em gerações de imigração. A primeira onda imigratória, majoritariamente cristã, ocorreu no fim do século 19 até depois da Segunda Guerra Mundial. Esta está na terceira ou quarta geração. Muitos têm pouca ligação com o Líbano e nunca visitaram o país. Carregam apenas o sobrenome, as memórias dos avós e os pratos libaneses. Outros poucos são ligados a clubes, como o Monte Líbano, tendo visitado o Líbano algumas vezes. A segunda onda imigratória ocorreu durante a Guerra Civil e prossegue até hoje. Tem tanto cristãos como também muçulmanos (sunitas e xiitas). Falam árabe fluentemente, acompanham as notícias libanesas e em muitos casos têm casas e negócios no Líbano. Não são diferentes, por exemplo, de brasileiros que vivem nos EUA

Como é o papel das mulheres no Líbano? 

 As mulheres libanesas possuem muita força no âmbito familiar, sendo matriarcas e de personalidade muito forte, mas ainda enfrentam obstáculos no âmbito profissional e político. Há uma elite ultra sofisticada, poliglota e educada, no qual o papel das mulheres é mais forte, como na Europa. Também costumam ser mais liberais, independentemente da religião. Namoram sem problemas, usam biquíni e tem sexo antes do casamento. Estudam em universidades americanas, como a AUB (American University of Beirut, a melhor do mundo árabe) e francesas (Universite St Joseph). Elas se vestem como as brasileiras. Nas classes mais baixas, o conservadorismo é maior, também independentemente de serem cristãs ou muçulmanas. Mas mesmo elas costumam ser bem mais ocidentalizadas do que no resto do mundo árabe. Mesmo nas classes mais baixas, uma irmã pode ir para a balada encher a cara e a outra usar hijab e ser bem religiosa. Não tem muita regra.

Como está a situação do país hoje, com o terrorismo, crise dos refugiados?

 O país está pacífico. Beirute é mais seguro do que qualquer capital brasileira. Não há comparação. Não existe assalto e faz tempo que não há atentado. Há uma crise política envolvendo a escolha do presidente pelo Parlamento, que precisa ser cristão. Mas nenhum dos candidatos consegue os dois terços dos votos necessários. Também há uma incerteza em relação ao futuro da Síria. O maior problema do país é lidar com os refugiados sírios. Basicamente, um em cada quatro moradores do Líbano é refugiado. O país não tem estrutura para recebe-los e já precisa lidar com os refugiados palestinos. Note que a Alemanha, um dos países mais ricos do mundo e com uma população 20 vezes maior do que a do Líbano, recebe menos refugiados. O Líbano tem mais refugiados do que toda a Europa e EUA somados.

Para quem quer saber um mais, alguma dica de como viver a cultura Libanesa no Brasil? 

Acho que nada resume o Líbano tão bem quanto o Clube Monte Líbano. É como ir para Beirute, especialmente pelas pessoas. São idênticas no estilo e na aparência. Os restaurantes libaneses do Brasil também seguem a tradição da culinária libanesa, embora com uma vertente mais caseira. Isto é, alguns pratos nos restaurantes libaneses no Brasil são pratos que se come em casa, não nos restaurantes, em Beirute.

Se você quiser saber mais sobre o Líbano, vale a pena dar uma lida nesse artigo do Guga Chacra para o Estadão.

A Sabrina Vai Para o Líbano!

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É hoje que a Sabrina embarca para o Líbano gente! Pra quem não sabe, a Sá tem ascendência libanesa por parte do pai. Lá ela vai gravar algumas matérias para o programa da Sabrina e aproveitar pra conhecer um pouco do país. A gente tem a impressão de que o Líbano é um país predominantemente muçulmano, mas não é bem assim. Uma boa parte da população é cristã e muitos deles vieram para o Brasil. A comunidade libanesa no Brasil é enorme e sabem cozinhar muito bem! Quem não ama uma boa comida libanesa?

As maioria das mulheres libanesas são bem ecléticas e se vestem de uma forma bem ocidental. A sociedade não tem uma mentalidade opressora em relação às mulheres como acontece em alguns países árabes. Uma das libanesas mais famosas e super fashionistas que a gente adora é a Amal Clooney – ela é advogada especializada em leis internacionais e ativista dos direitos humanos, super #girlpower. E ainda casou com o gato do George Clooney, “gênia” né?

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A gente escolheu 3 it girls libanesas fashionistas pra você seguir no Instagram. Muito legal conhecer mais sobre outras culturas e estilo de vida de outras meninas lá do outro lado do mundo né?

Dana Hourani – ela mora em NY, tem um estilo cool e low profile. Ela passou as férias em Beirut, capital do Líbano, tem fotos lindas pra gente se inspirar e conhecer melhor a cidade!

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Jessica Kahawaty – ela também é advogada pelos direitos humanos como a Amal e é apresentadora do Project Runway (um reality show de estilistas) libanês.

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Souraya Chalhoub – vale a pena seguir a Souraya pra acompanhar os penteados (ela adora uma trança boxer, iguais as que a gente falou aqui), os acessórios e as poses meio malucas!

https://www.instagram.com/sourayachalhoub/